Obrigada aos avós

[Cecília Troiano]

Sempre digo para as pessoas que hoje sou privilegiada: meus pais moram, literalmente, atrás da minha casa. Com direito a uma portinha que dá acesso às duas casas. Muitas mães que trabalham fora provavelmente sonhariam com essa vantagem da proximidade. Especialmente se pensarmos numa cidade grande. Também sei que estar próxima pode trazer outros problemas, mas olhando para o lado bom da coisa, que no meu caso, é bastante grande, considero-me abençoada.

Nem sempre foi assim. Quando meus filhos nasceram, meus pais moravam em um bairro e nós em outro, não tão próximo. Sei bem o que é não ter os pais à mão quando se precisa. Mas há uns 7 anos tenho a felicidade de ter meus pais por perto. Meu marido foi um grande incentivador dessa proximidade com os sogros!

Mas, apesar de estarmos próximos, no dia-a-dia, meu marido e eu optamos por não “dividir” tarefas relacionadas às crianças com meus pais. No nosso caso, todos os dias meu marido e eu negociamos quem fará o quê relacionado a nossos filhos. Quem de nós dois levará ou pegará na escola, quem buscará no clube, se a condução precisará ser acionada. Enfim, todo dia checamos nossas agendas profissionais e negociamos quem faz o quê. Hoje, nossa atividade profissional permite isso e procuramos usufruir de mais essa abertura que nossas carreiras permitem. Eu, como mãe, gerencio essa distribuição de tarefas, mas conto integralmente com a participação do meu marido.

Voltando aos avós, também meus pais são pessoas bastante ativas, com atividades profissionais e pessoais próprias. Eles não tem nenhuma obrigação diária ou semanal fixa, como ir buscar na escola, levar ao clube ou ficar com nossos filhos até chegarmos em casa à noite. Por outro lado, só de saber que eles estão por perto é uma tranquilidade para nós que não tem preço. Nós sabemos que, se necessária, a retaguarda dos avós está garantida. Numa viagem do casal ou numa esticada noturna, meus filhos buscam imediatamente abrigo na casa dos avós. E adoram a folia e os mimos da casa dos meus pais!

Vale deixar registrado um agradecimento especial a todos os avós. Sem eles, sem dúvida, a vida das mães que trabalham fora, e dos pais, seria bem diferente. Principalmente bem mais complicada e com muito mais insegurança.

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