Oito passos contra a culpa

[Maggi Krause]

A autora do livro Getting it Right, How Working Mothers Sucessfully Take Up the Challenge of Life, Family, and Career, da editora Touchstone, confessa: é preciso assumir que a culpa é um “custo-embutido” da equação mãe-profissional.Ou seja, o sentimento será sempre aquela sombra que acompanha a vida de quem se divide entre o cuidado com os filhos e o desenvolvimento da carreira. E por isso a melhor receita é não dar tanto espaço para a culpa e não deixar que nos façam sentir culpadas sem o nosso próprio consentimento!

OS OITO PASSOS de Laraine T. Zappert contra a culpa:

Passo 1 – Quando lidar com a culpa, adote estratégias cognitivas.

Ela sugere aplicar pensamento racional para resolver conflitos emocionais. Estratégias cognitivas incluem quebrar um problema em pequenas partes administráveis. Outra coisa, em vez de nos concentrarmos em coisas que não fizemos direito (como se atrasar para pegar a criança na escolinha, por exemplo), é melhor focalizar um jeito de evitar o mesmo erro. O objetivo é diminuir a culpa sem propósito, por coisas que a gente nem sempre pode controlar…

Passo 2 – Concentre-se nos fatos.

Conseguir informação é uma estratégia cognitiva fundamental. Informe-se sobre a creche ou a escola se tem dúvidas sobre o desenvolvimento da criança. Leia estudos como esse da psicóloga Elizabeth Harvey que concluiu que “se a qualidade da relação mãe-filhos em casa é boa, ter uma mãe que trabalha não prejudica as crianças”. Além de um alívio, estudos como esse ajudam a resolver dúvidas e recriminações tão comuns às mães que trabalham.

Passo 3 – Considere uma perspectiva de longo prazo.

A culpa que você tem ao deixar um bebê pequeno e ir trabalhar é muito diferente da que você sente quando a criança já é mais velha e vai à escola. Colocar a carreira em segundo plano quanto os filhos são adolescentes para depois retomá-la pode significar não conseguir mais uma colocação tão boa. Ou seja, focar somente em um momento pode resultar em decisões que você não tomaria se olhasse todo o quadro.

Passo 4 – Estimule a participação: família é esforço em equipe.

Mesmo quem já divide a criação dos filhos com o parceiro, ainda carrega uma responsabilidade psicológica pelo bem-estar das crianças. Isso é uma semente para a culpa. Mães são as primeiras acusadas quando algo não vai bem com as crianças.

Mas não dá para esquecer que essa responsabilidade pelas crianças é compartilhada e é preciso dar mais participação aos pais. Nós nos preocupamos demais e eles, de menos… mas só porque permitimos isso. Dá para maneirar nesse caso:

– assumindo menos propriedade psicológica de coisas que na verdade são responsabilidade compartilhada.

– convidando o parceiro a participar das decisões e execuções de uma série de responsabilidades no cuidado com as crianças.

– Deixar a pessoa responsável totalmente responsável por seus feitos (e não ficar se culpando pelos erros dos outros!)

Passo 5 – Reavalie suas expectativas.

O drive e a determinação que servem muito bem na carreira podem ser nocivos quando carregados para casa. Simples: a mania de perfeição e da mulher gera expectativas de que, apesar de trabalhar o dia todo e ser a responsável pelas crianças e a administração da casa, vai conseguir uma casa sempre bonita e organizada. Caia na real e não se culpe se a casa não estiver maravilhosa.

Passo 6 – Cerque-se de pessoas que compartilham das suas inquietações.

Não existe forma melhor de se livrar da culpa desnecessária do que achar outras pessoas que compartilham das mesmas preocupações. Comece a conversar sobre este e outros assuntos com as mães que trabalham e perceba que a culpa materna é aliviada. Que tal começar já no blog do  www.vidadeequilibrista.com.br?

Passo 7 – Verifique se existe uma causa.

Às vezes a culpa pode ser estimulada por outras pessoas. Uma cunhada que lhe envia um artigo sobre adolescentes com problema de drogas na época em que você recebeu uma promoção no trabalho só pode estar querendo azedar seu sucesso profissional. Considere as ansiedades das outras pessoas e reconheça seus sentimentos. Mas não autorize os outros a julgar as suas escolhas.  

Passo 8 – Enfoque o lado positivo.  

Podemos enfocar o lado negativo da vida de equilibrista, ficando preocupadas e obcecadas sobre se estamos ou não fazendo a coisa certa, ou então, decidir por fazer as melhores escolhas, baseadas na melhor informação que obtivemos. Reconhecer o lado positivo das nossas escolhas já mina uma bela parte da culpa.   

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