Cooperação e harmonia

[Sandra e Pedro]

A tarefa era a seguinte: as equilibristas editoras deste site bolaram um questionário que deveria ser respondido em separado e em sigilo por cada um dos parceiros dessa jornada diária entre trabalho, filhos, casa e relacionamento. As respostas mostram que a rotina de Sandra e Pedro é de muito trabalho fora de casa, mas também de tarefas partilhadas, principalmente no final de semana.

1 – Como é sua rotina (de trabalho, em relação à organização da casa, à agenda dos filhos, às atividades conjuntas de casal)?

Sandra: Saio de casa às 07:15 hs, deixo as crianças na escola, vou direto para o trabalho, e retorno para casa às 21:00 hs. Toda a organização da casa e a agenda das crianças administro por telefone em conjunto com duas pessoas que trabalham em casa. Dividimos as reuniões de escola e algumas tarefas mais trabalhosas como supermercado bimestral. O acompanhamento de escola (lição de casa) das crianças fazemos juntos no final de semana.

Pedro: Trabalho em São Paulo (Vila Olímpia) e viajo diariamente para o escritório. São mais de 100 Km todos os dias, incluindo visitas a clientes. Saio de casa geralmente por volta das 7h20, duas vezes por semana levo meus filhos para o colégio. O trânsito me rouba umas 2h30 do tempo diariamente. Trabalho até as 20h e geralmente volto direto para casa quando não tenho algum jantar ou happy-hour. Geralmente às sextas-feiras vamos ao cinema (eu e esposa) e jantamos. Procuro participar de atividades das reuniões do colégio, mas poucas vezes consigo chegar a tempo. Nos finais de semana curtimos nossa casa com os filhos e apoiamos as agendas deles, levando-os aos aniversários e festas. Geralmente abrimos nossa casa para receber parentes e amigos para churrascos, encontros e festas.

2 – Como é feita a divisão de tarefas? Levou tempo para chegar a esse arranjo ou acordo? Entre os dois, a combinação foi fácil, difícil, discutida, planejada?

Sandra: As tarefas fora do trabalho são normalmente de minha responsabilidade para que não tenha maiores discussões, portanto acho que a combinação é difícil, normalmente tento planejar para encaixar da melhor maneira na agenda dos dois.

Pedro: A Sandra administra nossa casa. Responsável pelo RH dos colaboradores (rs) e compras do dia-a-dia, apesar de que eu ajudo na compra mensal, mais pesada. Ela acompanha as atividades das crianças  mais de perto. Eu sou responsável pela manutenção da casa. Muitas vezes me divirto aos finais de semana trocando lâmpadas, arrumando varal e coisas quebradas. Esse acordo de tarefas buscou acompanhar as afinidades de cada um. Não tivemos problemas para implantá-lo.

3 – Quem é o mais equilibrista? Se você também perguntasse isso a seus filhos, quem acha que eles apontariam?

Sandra: Eu acho que sou a mais equilibrista, mas não saberia dizer se os meus filhos teriam esta percepção.

Pedro: Certamente a Sandra.

4 – Quais as vantagens e desvantagens de um casal equilibrista? Vale a pena a divisão de tarefas e a cooperação? Por quê?

Sandra: Ter o casal trabalhando fora de casa aumenta a renda familiar, possibilita melhora no padrão de vida, desde necessidades pessoais até educação dos filhos. Porém, a mulher ainda é a maior responsável pelas tarefas de casa. Acho imprescindível a cooperação até para que possamos ter um “equilíbrio” na vida pessoal.

Pedro: A vida de casais modernos requer muita cooperação, uma vez que o casal trabalha, tem carreira profissional, tem que cuidar dos filhos e administrar a casa. Vejo somente vantagens, pois podemos dividir as experiências pessoais e profissionais e não concentrar a responsabilidade em somente uma pessoa.

5 – Dê sua dica para outros casais equilibristas. 

Sandra: A harmonia do casal tem que ser a prioridade. Com isso temos que entender um ao outro, respeitar a liberdade de cada um e compartilhar sempre os assuntos que estão incomodando.

Pedro: Se pudesse dar uma dica eu diria que sempre devemos lembrar de cuidar da saúde amorosa do casal, nunca esquecendo que a rotina e o dia-a-dia pode comprometer a estrutura do casal e desequilibrar os pratinhos, levando-os à queda.

Sandra, executiva em um banco, e Pedro,  empresário, são pais de um casal de filhos.

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