Muita expectativa e nenhum modelo

[Adriano Echeverria]

O empresário Adriano, casado com Karla, grávida de 8 meses, fala de mudança e amadurecimento e de como pretende traçar seu novo papel: o de pai amoroso e presente.

“Sempre gostei muito de crianças, acho que o ambiente fica leve e divertido. E, como minha mãe me criou sozinha, não tive um modelo de pai – ela era pai e mãe, pois me levava até para o estádio ver jogo de futebol. Por esse motivo, além de querer ser um pai presente, vou descobrir o que é ser pai, pois não tenho nenhum modelo anterior. Cresci cercado de mulheres fortes, e acho que por isso também casei com uma!

Quando a Karla ficou grávida, antecipamos nosso casamento para maio – íamos casar no dia 20 de setembro, quando aconteceu o chá de bebê! Mas tenho uma filosofia de que por mais que você procure o momento ideal (para casar ou ter filhos), ele não existe. Minha mãe me criou solteira, sem o casamento ideal, mas isso não me prejudicou – o essencial é dar amor, dedicação, carinho. Claro que acho importante ter estabilidade emocional e financeira, mas isso não pode dificultar a decisão de ter um filho. A criança pode ser motivação para trabalhar mais. As pessoas mais estabilizadas que eu conheço, são as que têm família.

Tenho certeza de que a nossa vida vai mudar, mas não sei bem como ou o quanto. Existem tantas perguntas que faço para mim mesmo, que prefiro deixar acontecer. É interessante como minha família já está mobilizada, e já me aproximei mais das pessoas. As conversas são mais profundas, as coisas que penso já não são as mesmas de um ano atrás. Parece que os problemas ficam menores e que vejo menos prazer em coisas que via há pouco tempo, tem coisas que parecem ter ficado pequenas diante dessa expectativa da chegada do bebê.

Pelo fato de ser o primeiro filho, não quero perder nada desse momento, por isso vou com a Karla a cursos e palestras. Fui eu quem vi a entrevista da Cecília Troiano na Marília Gabriela, vi com ela a reprise, compramos o livro e fomos à livraria no bate-papo. Achei que o livro Vida de Equilibrista mostrou uma maneira muito moderna de encarar essa realidade com filhos, desmistifica esse papo meio demagógico, essa retórica de assistente social que não se encaixa na vida da gente. O livro e a entrevista foram um apoio muito bacana.

Mas me surpreendo a cada dia com a força que a Karla está tendo, nem imaginei que ela pudesse ter. Tem sentido muitas dores nas costas, mas está encarando com leveza. Ambos estamos tentando não racionalizar muito, não ficar buscando encontrar todas as respostas… pois se quisermos sanar todas as dúvidas, vai rolar estresse. Antes já tinha gente nascendo e crescendo sem teoria, é claro que a gente procura se informar, mas sem estresse.

Os filhos trazem compromisso e força e são motivo de amadurecimento. Claro que estou ansioso para exercer o papel de pai e ainda gosto e faço questão de ser o homem da casa, como principal provedor. Mas, com certeza, tudo o que eu puder fazer para ajudar a Karla nesta nova fase, farei. Em casa, quem cozinha sou eu, portanto acho que o tesão será maior ainda de cozinhar para o filho. Dividimos tudo nos afazeres de casa, e, como ela é empresária e eu também, as trocas são muito parecidas. Não vai haver problema se ela precisar trabalhar no sábado, pode deixar que eu fico com o bebê!

Adriano Echeverria é diretor de criação da Toro estratégia em comunicação e aguarda Bernardo para outubro. Leia o depoimento da Karla em um dos posts anteriores.

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