Nova dinâmica da família

[Cecília Troiano]

Basta um olhar mais atento à nossa volta, dentro ou fora de casa, para vermos que as famílias estão diferentes. Pais e filhos já não são mais os mesmos e tudo o que gira em torno da família também ganhou novos ares, em especial o relacionamento entre pais e filhos. Nós, equilibristas, vivemos tentando equilibrar todos os pratinhos e um deles, aliás, bem importante, é o da família. Em tempos de tantas mudanças, vale refletir um pouco sobre como anda a nossa família.

Uma rica pesquisa realizada pela VIACOM (distribuidora de marcas como Nickelodeon, Vh1 e MTV Hits no País) desvendou os mistérios que rondam essa nova dinâmica familiar. O estudo foi encomendado pela VIACOM à Research International e ouviu mais de 600 pessoas das classes AB, combinando várias metodologias de investigação.

Beatriz Mello, responsável pelo departamento de pesquisa da VIACOM, dividiu conosco algumas idéias da pesquisa entitulada “A Nova Dinâmica Familiar”. As idéias apontam mudanças nos três eixos da família: nas mães, nos pais e nos filhos. Confira e veja se sua família também se encaixa nessas mudanças.

1 – Mudanças na atuação das mães: a pesquisa revela que a essência das funções materna e paterna permanece a mesma, mas as maneiras de atuar nestes papéis têm sofrido mudanças relevantes. O papel da mãe já passou por uma primeira transformação: apesar de estar cada vez mais atuante no mercado de trabalho, ela continua sendo a responsável pela organização e administração da casa (cuidados cotidianos) e pelo bem-estar emocional, afetivo e  proteção dos filhos. Quem leu o livro “Vida de Equilibrista: dores e delícias da mãe que trabalha”, irá lembrar que esse é um dos temas que abordo também. A mãe, mesmo com todas as jornadas, é a maior responsável por tudo o que tem a ver com a casa e a família.

2. Mudanças na atuação dos pais: a forma de atuação dos pais está em plena transformação, em busca de maior proximidade com os filhos. Eles ainda conservam a responsabilidade pela transmissão de valores éticos e morais, autoridade e exemplo de conduta. Os dados revelados apontam que esta mudança de papéis, porém, não tem sido fácil: muitos deles têm dificuldade em equilibrar autoridade com afeto e acabam confundindo amizade com falta de limites.

3. Mudanças nos filhos: Hoje, com maior acesso às informações, eles têm maior poder de verbalização e argumentação, influenciando diretamente as decisões familiares. Com relação aos pais, as crianças encontram-se em momentos diferentes, conforme a faixa etária. Os menores são bem mais próximos e dependentes dos pais, buscam aprovação constante, carinho e atenção. Já as crianças maiores, consideram os pais importantes, mas procuram se afastar e ir atrás da própria personalidade, em busca de independência dos pais.

Quem acompanha nosso site ou leu o livro “Vida de Equilibrista:dores e delícias da mãe que trabalha” , deve se lembrar de que tocamos em vários pontos que são muito bem retratados pela pesquisa, tais como a onipresença da mãe nas atividades que envolvem a família ou a casa, na maior participação dos pais (aliás, temos textos bem bacanas de pais em nossa seção Conversa de Pai) e como nossos filhos são diferentes.

Enfim, vejo a pesquisa como mais uma contribuição para nossa reflexão sobre esse tema tão importante que são as nossas famílias.

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