Desejos e reflexões

[Mães equilibristas]

Na sua opinião, o que a equilibrista ainda precisa conquistar?

“Precisamos vencer a discriminação profissional. Nós equilibristas, como trabalhadoras, recebemos menos do que os homens para desempenhar a mesma função.” Heleni Fantini, advogada, São Paulo, SP, filha de 12 anos.

“Respirar fundo, fechar os olhos e contemplar tudo que já foi conquistado.” Luciana Gonçales, Bióloga, Barueri, SP, mãe de Maria Eduarda (2 anos) e Fernando (10 meses).

“Sabedoria suficiente para entender que tudo pode dar certo, independente de você estar sempre no controle. Delegar, acalmar-se e não querer que tudo fique ‘perfeito’ como você faria. Como nos dizem nossas avós:  no fim tudo dá certo. Elas sabem o que falam. Têm experiência.” Patricia Pessoa, publicitária, Belo Horizonte, MG, mãe de Ana Luiza (2 meses e meio).

“O autoconhecimento! Para ter consciência de que somos humanas e por isso temos defeitos e qualidades, erros e acertos, conquistas e fracassos, sonhos e realidades, traumas e potenciais… Enfim, somos más e boas mães e excelentes e péssimas profissionais (tudo ao mesmo tempo) o que importa é nos olharmos de frente , entender os nossos pontos negativos, nos auto desculparmos (culpa só atrapalha e muiiiiiiiito!) e batalhar para o melhor. Reconhecer e nos fortalecer nos pontos positivos e sempre, sempre cultivar a nossa grande capacidade de amar.” Alice Andrioli Pinheiro, veterinária e pesquisadora da Embrapa, Sobral, CE, mãe de Mariana (15), Gabriel (13) e Caio (7).

“Em minha opinião ainda precisamos conquistar o direito de poder equilibrar melhor a vida profissional X pessoal X doméstica. É extremamente complicado ter que trabalhar horas e horas após o expediente (sem esquecer as inúmeras viagens muitas vezes desnecessárias), ter que cuidar dos afazeres domésticos e ainda ter tempo para ajudar os filhos na lição de casa, dar atenção ao marido, parentes e amigos, divertir-se e descansar.” Adriana Ruta Real, assistente Executiva na PepsiCo do Brasil, mãe de Marcos Alexandre (8 ) e Giulia (2).

“Uma equilibrista é movida pelo coração. Amor incondicional pelos filhos, pela família que  constituiu  e pela suas conquistas profissionais. Nós mulheres ainda precisamos ter mais segurança e maturidade diante de nossas escolhas e decisões, entender que não somos perfeitas, mas temos sempre a  intenção de que tudo dê muito certo e, por este motivo, vamos  deixar de nos cobrar  e assumir com a competência que nos cabe o  maravilhoso papel de equilibristas.” Cacy Ferraz, relações públicas, Salvador, BA, mãe de Júlia (11).

“Dentro de tantas atribuições, precisamos de mais objetividade para conquistar a confiança dos homens no ambiente de trabalho.” Milena Seixas, administradora, Salvador, BA, mãe de Malu (quase 3).

“A equilibrista precisa ser mais zen, pelo menos eu sinto que falta um pouco de paz interior às vezes!!” Adriana Jamal Contiero, assistente executiva, São Paulo, SP, filha de 4 anos.

“A equilibrista precisa conquistar equilíbrio para organizar seus horários de forma mais serena apesar da correria. Sinto que quanto mais apressada fico, menos atenção ofereço ao meu filho. Mais carente, a criança começa a fazer manha e birra e consequentemente, ficamos mais estressadas. É necessário buscar a serenidade ao olhar para nossos filhos e responder aquelas perguntas cujas respostas eles já sabem, mas ao solicitar a mãe tem um pouquinho mais de atenção. É preciso responder com meiguice ainda que no meio do turbilhão.” Gabriela Novaes, coordenadora pedagógica de escola municipal, São Paulo, SP, mãe de Érico (3). 

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