Papo de executivas

“Mamãe, você não serve para nada!”

Quando ouviu esta frase da filha pequena, Elaine Saad, executiva e psicóloga, resolveu mudar o approach da brincadeira. “O caso é que eu odeio brincadeira de mamãe e filhinha! Sei que escolhi viver a maternidade do meu jeito… minha missão é ajudar as pessoas na carreira, não ser aquela mãe que fica em casa. Lá em casa, babá, empregada e faxineira é que fazem muito sucesso”, explicou Elaine. “Quando resolvi brincar de trabalhar, montando um escritório no quarto dela e brincando de chefe (ela) e subordinada (eu), aí sim, ela entendeu o que eu faço e resolvemos a questão.” Engraçado ela ter conseguido dar à filha uma outra visão de si, mostrado a ela o seu talento (aliás, a filha adorou a brincadeira). 

O relato animado aconteceu durante o evento Mulheres Empreendedoras, organizado pela B.I.Internacional na semana passada. Quatro executivas discutiram o tema “Um olhar diferente: o ambiente organizacional sob a visão das mulheres”: Ana Maria Elorrieta, da Price Waterhouse Coopers do Brasil, Ana Maria Moreira Monteiro, presidente e fundadora do Grupo Am3, Elaine Saad, diretora presidente da Right Management do Brasil e Vivien Navarro Rosso, diretora executiva de Medicina Diagnóstica do Grupo Fleury. Em comum, as quatro têm determinação de sobra, seja para criar suas próprias empresas ou para assumirem cargos de direção antes ocupados somente por homens.

A discussão principal girou em torno do famoso “telhado de vidro” ou por que é tão difícil para as mulheres alcançarem o topo da carreira, ou os cargos de direção?

Maria Elorrieta, uma auditora antes de haver mulheres trabalhando na área, sempre teve a impressão de que tinha que trabalhar o dobro para crescer na carreira (hoje 50% da força de trabalho na Price é formada por mulheres). Ela acha que as histórias de sucesso das mulheres abrirarão as portas no futuro. É um processo e precisa de um tempo para acontecer. Segundo Vivien, mulheres executivas constituem uma tendência sem retorno, quase uma pressão social. A mudança virá de um misto de competitividade e pressão, mas a mulher precisa querer muito para assumir altos cargos. Vivien diz que o telhado de vidro é dado por quem escolhe os executivo e o único meio de enxergar a competência é, de fato, vê-la.  Elaine diz que falta às mulheres “se impor”. E Ana Maria Moreira Monteiro, que me montou uma empresa de telemarketing no Brasil há 20 anos, diz que falta dizer “somos capazes!”. Diz que levante todas as manhãs tendo em mente o seguinte mantra: hoje acordei para vencer!

Outro questionamento levantado na palestra: homem e mulher parecem que nascem com um carimbo dado pela sociedade, ou atualmente, existem rótulos e carimbos dados no ambiente empresarial, no mundo da pesquisa etc. Vale se desvencilhar de todos eles e apostar no próprio talento! Investir naquilo que se faz bem, independentemente de ser característica feminina ou masculina.

Cecília Troiano e Maggi Krause participaram do evento Mulheres Empreendedoras, que aconteceu em São Paulo, no dia 18/11/09, mais informações no site www.biinternational.com.br

 

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