Mulheres Digitais

[Cecília Troiano]

Esta semana tive o prazer de moderar um painel sobre Mulheres Digitais em um evento sobre marketing digital, o ProXXIma, do Grupo MM. Antes do debate, ainda ouvindo as palestras da manhã, me propus a pensar em algumas palavras que eu poderia usar para a abertura do debate. A primeira ideia que me ocorreu foi a atualidade desses dois universos, o digital e o feminino.

Nada mais contemporâneo do que o mundo digital e o mundo feminino.

Integrar estes dois mundos é combinar o que há de mais up to date. A partir dessa premissa, pensei em outras ideias que norteiam esse grande tema. Relato aqui o que expus na abertura do debate.

  1. Estes dois mundos estão mais conectados do que nunca. A mulher equilibrista, como costumo chamá-la desde que escrevi meu livro Vida de Equilibrista, ou mulher gincana, como outros a chamam, ou mulher-elástico: nomes não faltam… Essa mulher precisa hoje, mais do que nunca, do mundo digital para ajudá-la a equilibrar todos os pratinhos que administra em sua vida. Eu me lembro bem como era ser mãe quando minha filha nasceu, há quase 17 anos. A dificuldade que era amamentar e trabalhar, sem ter internet nem celular. Impensável nos dias de hoje, certo? 
  2. Marcas que conseguirem estabelecer uma conexão mais intensa e verdadeira com as mulheres no mundo digital serão as eleitas para acompanharem sua jornada equilibrista. Fiz uma extensa pesquisa para meu livro e uma das perguntas pedia às mulheres que citassem marcas que elas consideravam suas parceiras. Na ponta da lista apareceu a Nestlé, seguida por Natura e Omo. Mas, já nessa época, a Microsoft figurava lado a lado com essas marcas do mundo real. Hoje e cada vez mais, veremos Nestlé ou Johnson’s competindo com Google, Apple, Microsoft, marcas que há alguns anos sequer seriam citadas em um ranking feminino. Estar no mundo digital já é condição para preservar a relevância de uma marca junto às equilibristas.
  3. Outro ponto que me chama a atenção é a semelhança de termos usados pelos especialistas no mundo digital com total aderência ao mundo feminino: viver experiências, criar comunidades, abrir várias janelas, buscar alternativas, descobrir o novo. Sem dúvida, ponto para os homens que foram os geradores do mundo digital. Mas, com certeza, toda essa lógica da internet é inspirada nas mulheres. Ponto para as mulheres.

Por fim, vale lembrar que em 2010 a população de internautas ainda é dividida entre imigrantes e nativos. Mas a maior parte das mulheres já é equilibrista. Em pouco tempo todas as mulheres serão equilibristas digitais nativas.

Vencerá quem estiver mais adaptado a essa nova espécie.

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