Mãe em viagem

Nada é mais difícil para uma mãe que trabalha do que administrar viagens de negócios. Nesse momento estou num vôo São Paulo-Porto Alegre, dividindo o avião com muitos São Paulinos que viajam entusiamados com a partida que ocorrerá hoje pela Copa Libertadores, na capital gaúcha. Quase 100% homens. Tenho quase certeza de que ao sairem de suas casas, despediram-se das esposas, das mães ou dos filhos, dizendo até amanhã e sem grandes providências ou organizações familiares prévias para a ausência de apenas um dia. Comigo e com outras tantas mães, sair mesmo que só por um dia, merece horas de dedicação e preparo familiar. Desde deixar planejado o que a família comerá de jantar, a decidir que buscará o filho no clube, a que horas a filha adolescente deve chegar em casa, passando por não se esquecer de deixar o cheque da lavanderia, caso a entrega seja feita bem hoje! Ufa!

Mas talvez vocês devam estar se perguntando cadê o pai…pois é…nem sempre ele está na mesma sintonia que a mãe nessa administração da casa e da rotina da amília. Quando ele tem esse envolvimento, certamente a viagem da mãe a trabalho é mais parecida com a dos meus colegas de bordo São Paulinos. Mas poucas são as mulheres que têm maridos ou companheiros que dividem igualmente as responsabilidades do lar. Alguns “até” fazem  ou levam os filhos à escola. Mas são apoios e não uma divisão plena das responsabilidades.

Os homens, torcedores ou executivos, certamente estarão em Porto Alegre pensando quase que exclusivamente no motivo que os levou até lá. Uns concentrados na partida da noite, outros envolvidos com reuniões de trabalho. Já as mães, em suas viagens de negócios, mesmo há centenas de quilometros de casa, estarão com celular a postos e conectadas com sua base familiar. E claro, equilibrando tudo isso com os compromissos profissionais que motivaram sua viagem.

Será que isso um dia mudará? Em tempo: meu marido é um dos raros exemplos que divide bastante comigo as preocupações com nossa família. Certamente minha vida é bem mais fácil por conta disso!

Um comentário sobre “Mãe em viagem

  1. Juliana disse:

    Vocês têm toda razão! Vejo meu marido perambulando pela casa e perguntando onde encontrar um cotonete ou onde guardar a louça e fico pensando: Deus, o que aconteceria nesta casa se eu não estivesse aqui o tempo todo? Desconfio que este “problema” ocorra basicamente por duas razões: cultural (seriamente falando) e genética ( zombeteiramente falando).
    Os pais dos nossos maridos nunca pensaram se havia comida em casa para a hora do jantar, muito menos qual seria. Eles não foram “treinados” para isso. É muito recente essa divisão de tarefas, não acontecia com nossos pais e não acontecia mesmo com nossos avós. Acho que um dia, vai mudar sim, mas devemos dar um crédito aos nossos esforçados homens rs. Geneticamente e zombeteiramente falando, será a falta do segundo cromossomo X? kkkk Tem horas que tenho certeza que só pode ser. Aquela cabeça ótima para os negócios, pra dar uma solução rápida e simples para os problemas, não consegue entender a seringa do tylenol infantil kkkk.
    bjs
    Juliana

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