Trabalhar ou não? Depende…

Tenho certeza de que muitas mães já se colocaram, em algum momento de suas vidas, essa questão: vou ou não trabalhar fora? E muito poucos pais sequer trouxeram para seus “radares” esse questionamento. Ainda há espaço para as mulheres se colocarem essa dúvida. No entanto, a resposta não é nada simples. Aliás, tenho certeza de que não há uma única resposta. Para ser mais honesta, a melhor resposta que eu daria para alguém que me pedisse algum conselho a partir dessa pergunta é: depende.

E acredito mesmo nisso, depende de muitas coisas. Por conta disso, resolvi relacionar o que, na minha opinião, deve ser considerado para que a decisão seja o mais madura possível. Aí vão  6 questionamentos que acho que valem a pena ser considerados:

  1. Sua família depende ou será bastante favorecida economicamente com sua atividade profissional?
  2. Independentemente de outras questões, você sente falta de trabalhar fora ou se sente 100% abastecida com suas atuais atividades?
  3. Seu marido é alguém que te apoia nessa empreitada de trabalhar fora e estaria disposto a dividir as responsabilidades da casa e da família com você, agora que ambos estarão trabalhando fora?
  4. Você já tem um esquema organizado para seus filhos ou consegue montá-lo para que você consiga delegar algumas atividades relacionadas a eles?
  5. Você se sente segura para ficar mais distante da casa e dos filhos, nas horas em que estiver trabalhando?
  6. Você sente que seu potencial profissional está sub-utilizado se não exercer alguma atividade profissional?

Certamente, cada uma dessas perguntas nos faz pensar um bocado. Responder sim ou não para cada uma delas não é e acho que nem deveria ser tão simples. Claro, para quem responde sim ou não para todas as questões, a decisão é fácil: sair correndo para trabalhar no primeiro caso ou optar por deixar a carreira de lado no segundo. Mas nem sempre as respostas são pretas ou brancas. O mais comum é respondermos sim para umas e não para outras…E aí, o que devemos fazer? Depende…

Ou seja, não acredito que essa seja uma decisão fácil, especialmente para as mães de filhos menores. Com essas perguntas acho que quis mesmo é propor uma reflexão. Mostrar que vale mesmo a pena parar e pensar. Não agir apenas porque “é bacana trabalhar fora” ou porque “meus filhos ficarão muito mal sem mim”.  A decisão de trabalhar ou não trabalhar fora, se não for algo compulsório para um lado ou outro, merece nossa total atenção. Afinal, de um jeito ou de outro ela mexe conosco e com toda a família.

Também é importante considerar que essa decisão pode ser temporária e refazer esses questionamentos de tempos em tempos pode ser bem proveitoso. Afinal, o que era bom um dia pode não ser mais . Depende, certo?

6 comentários sobre “Trabalhar ou não? Depende…

  1. Juliana disse:

    Olá equilibristas! Acho que toda mãe se faz essas perguntas periodicamente. Sou mãe e resolvi abdicar da carreira temporariamente. Na realidade, acho que quando a mulher toma uma decisão como essa, não só ela sente que para a família será melhor assim, como para ela própria. Com certeza, naquele momento os prós e contras estarão “financiando” sua escolha. Não é fácil. O que me incomoda um pouco é que essa mulher que resolveu “ficar em casa” muitas vezes é discriminada. A sociedade em geral acha que ela é acomodada e que não há realização em suas tarefas. Mas, não é bem assim. E fica minha sugestão de um assunto que vocês poderiam abordar, certamente, melhor do que eu: a faceta equilibrista da mãe que não trabalha fora. Pois, ela tem um monte de outras responsabilidades, alegrias e frustrações, assim como a mãe que sai para trabalhar. O nível de exigência sobre essa mulher é muito alto também.
    Bom, queria parabenizá-las pelo blog e mandar um beijo especial para a Maggi (sou eu, Juliana do Paulo rs).
    Gostaria também de saber se posso colocar o link de vocês lá no meu blog?
    bjs e boa sorte para todas nós…
    Juliana

  2. Juliana disse:

    Olá Cecília! Como mencionei no comentário que postei, a Maggi faz parte das minhas relações pessoais e foi através dela que conheci o ” Vida de Equilibrista”. Confesso que no início não prestei muita atenção no assunto que vocês se propuseram a abordar… Mas, depois que comecei a ler os artigos acabei realmente me interessando e acho o espaço de vocês muito bacana mesmo. Cheguei aqui para conhecer o trabalho de vocês de uma forma meio bisbilhoteira, queria montar um blog e vim ver como era o de vocês. Na verdade, mantenho dois blogs, um sobre trabalhos manuais (http://bichocarpinteiroartesanato.blogspot.com ) e um sobre culinária e pensamentos diversos (http://saboreseexpressoes.blogspot.com). Tudo muito amador ainda, mas que me dá um enorme prazer. Também sou mãe de duas crianças ainda pequenas, não trabalho fora e essa minha nova atividade me revigora. Quanto ao seu espaço, passei de “fuçadeira” à leitora e agora acompanho as novidades. Se eu não saio de casa para ganhar o mundo, trago um pouquinho do mundo para a minha casa…
    Tem muita coisa que ainda quero ler, bagunça por exemplo, o maior e mais atual dilema na minha vida rs. Certamente vocês vão me ver bastante por aqui.
    Um abraço, tudo de bom e muita sorte para vocês,
    Juliana

    • equilibristas disse:

      Oi, Ju, adorei te ver por aqui e vou dar um jeito de fuçar nos seus blogs também… A vida de equilibrista anda pendendo demais pra o lado do trabalho, no meu caso, o que não é nada bom! Mas você, com o Bicho carpinteiro (http://bichocarpinteiroartesanato.blogspot.com), deve estar a mil por hora agora antes do Natal!! Vou ver se repassamos a dica em notinha no blog, OK?
      bjs,
      Maggi

  3. Mariana Andrade Wanderley de Almeida disse:

    Querida Cecilia,

    Quando minha Beatriz nasceu vi uma entrevista sua no programa da Marilia Gabriela e conheci vc e seu trabalho. Na mesma hora comprei seu livro e li rapidamente. É meu livro de cabeceira. Tenho uma empresa de eventos e quando minha menina era pequena, minha sócia assumiu mais os trabalhos e conseguimos manter a empresa funcionando.

    Hoje, estou com o André de 3 meses. MInha sócia está grávida e, por razões pessoais, não quer trabalhar mais. Me vejo na angústia de ter que parar de trabalhar, pois vejo que é muito dificil continuar sozinha no meu ramo de trabalho. E tb não quero sacrificar minha familia por causa do trabalho.

    Bom, li seu texto no site e vou responder as suas 6 perguntas com muita atenção para que eu possa me orientar bem… O que acho mais dificil de abrir mão do meu trabalho é que ele tb é uma grabde realização de um sonho… Abrir meu próprio negócio e vê-lo crescer e dar certo foi, sem dúvida, uma grande realização… Mas, devo pesar na balança o que é mais importante, né?

    Bom, vou continuar lendo seu site e buscar as minhas respostas e a minha paz interna. As experiências de outras mulheres são fundamentais para a minha decisão.

    Obrigada!

    Com carinho,

    Mariana

  4. Lorena Moreira disse:

    Olá Cecília,
    Desde que conheci o seu livro, o título logo me chamou a atenção, era uma questão muito difícil para mim e eu ainda não era mãe. Queria resolver tudo antes de engravidar, como se tivesse jeito…
    No ano passado minha filha nasceu e no momento eu estava trabalhando em ritmo bem lento, em casa. Eu que sempre trabalhei fora. Quando ela fez 4 meses surgiu uma oportunidade de voltar a trabalhar fora e eu fui, tudo se ajeitou e meu dia hoje está mais longo do que antes.
    Chego ao final do dia com a sensação de duplo dever cumprido!
    Queria dizer para todas as mamães que a matéria acima diz tudo, depende!!!
    Eu pensei que fosse ser completamente feliz me dedicando integralmente à casa e à família, mas só consegui mesmo sentir essa felicidade fazendo de tudo um pouco, tentando equilibrar os pratinhos a cada dia…
    Abraço!

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