Um feliz 2011 equilibrado

Ufa!!  Estamos há poucos dias do fim do ano e fico com um uma sensação mista de dever cumprido e de dívidas. Olhando para trás, acho que fiz muita coisa. Mas também sinto que há tantas outras que eu gostaria de ter feito e não fiz. Mas acho que tenho um saldo médio positivo em 2010 que me permite ir adiante e encarar 2011.

Todo ano costumo fazer aquela lista de resoluções de ano novo, infinitos desejos e demonstrações de boa vontade de minha parte. Esse ano farei diferente. Vou ser mais econômica.

Quero “só”  mais equilíbrio…

Equilíbrio para curtir minha família.

Equilíbrio para desenvolver bons projetos profissionais.

Equilíbrio para finalizar meus livros…serão 2 em 2011…aguardem!

Equilíbrio para aproveitar os amigos.

Equilíbrio para me dedicar aos esportes que adoro.

Equilíbrio para namorar.

Equilíbrio para sorrir, brincar e me divertir.

Equilíbrio para viver.

E, acima de tudo, equilíbrio para todas as equilibristas amigas.

Seja bem-vindo 2011 e traga consigo muito equilíbrio para todas nós.

‹Cecília Russo Troiano›

 

 

Mulheres falam, ouvem e compram!

Todo mundo diz que mulher fala muito. Nunca comparei nem vi estudos que comparam o número de palavras que disparamos diariamente comparativamente aos homens. Mas uma coisa é certa: as mulheres falam muito sobre marcas. Segundo estudos americanos, quando a mulher gosta de uma marca, 96% delas anima-se a dividir a boa nova com uma outra pessoa. E ao longo de uma semana, elas citam marcas em suas conversas, online ou offline, 92 vezes!

Considerando a indústria de consumo, essa informação é fundamental para a estratégia das marcas. Sabe-se também que a palavra feminina, como indicação de marcas, é bastante confiável. 62% das mulheres acreditam que as dicas de consumo transmitidas por outras mulheres têm credibilidade e 51% delas compra produtos com base nessa recomendação.

Mas quais são as marcas que estão “na ponta da língua” das mulheres ou na “ponta do clique”, no caso online? Infelizmente não tenho essa informação para o Brasil, mas nos USA,  o NBCU (Universal´s Women & Lifestyle Entertainment Networks) constrói mensalmente o Brand Power Index. Esse índice baseia-se em fontes online, como redes sociais e offline.

As 10 marcas mais faladas no mês de agosto foram:

1. Wal-Mart

2. Target

3. Verizon

4. EBay

5. AT&T

6. Coca-Cola

7. Bank of America

8. Ford

9. Amazon.com

10. Pepsi

Olhando para essa lista de marcas que  renderam conversas, consigo ver que há uma combinação de marcas tradicionalmente femininas, como Wal-Mart e Target, mescladas com marcas mais tradicionalmente masculinas, como Bank of America e Ford. Isso é mais um indício de que o mundo caminha muito mais para marcas  “unissex” do que para marcas que possuem feudos tão definidos.  Homens e mulheres poderão, cada vez mais, transitar em múltiplos espaços e em múltiplas marcas.

Quando penso nas equilibristas em particular, acho que esse efeito de boca-a-boca das marcas é ainda melhor. Somos ávidas por dicas que possa tornar nossa vida mais fácil, menos estressante e mais organizada. Acho que desenvolvemos um radar especial para captar as boas dicas.

Fica então o alerta para as empresas: as mulheres

falam, ouvem e compram!

Trabalhar ou não? Depende…

Tenho certeza de que muitas mães já se colocaram, em algum momento de suas vidas, essa questão: vou ou não trabalhar fora? E muito poucos pais sequer trouxeram para seus “radares” esse questionamento. Ainda há espaço para as mulheres se colocarem essa dúvida. No entanto, a resposta não é nada simples. Aliás, tenho certeza de que não há uma única resposta. Para ser mais honesta, a melhor resposta que eu daria para alguém que me pedisse algum conselho a partir dessa pergunta é: depende.

E acredito mesmo nisso, depende de muitas coisas. Por conta disso, resolvi relacionar o que, na minha opinião, deve ser considerado para que a decisão seja o mais madura possível. Aí vão  6 questionamentos que acho que valem a pena ser considerados:

  1. Sua família depende ou será bastante favorecida economicamente com sua atividade profissional?
  2. Independentemente de outras questões, você sente falta de trabalhar fora ou se sente 100% abastecida com suas atuais atividades?
  3. Seu marido é alguém que te apoia nessa empreitada de trabalhar fora e estaria disposto a dividir as responsabilidades da casa e da família com você, agora que ambos estarão trabalhando fora?
  4. Você já tem um esquema organizado para seus filhos ou consegue montá-lo para que você consiga delegar algumas atividades relacionadas a eles?
  5. Você se sente segura para ficar mais distante da casa e dos filhos, nas horas em que estiver trabalhando?
  6. Você sente que seu potencial profissional está sub-utilizado se não exercer alguma atividade profissional?

Certamente, cada uma dessas perguntas nos faz pensar um bocado. Responder sim ou não para cada uma delas não é e acho que nem deveria ser tão simples. Claro, para quem responde sim ou não para todas as questões, a decisão é fácil: sair correndo para trabalhar no primeiro caso ou optar por deixar a carreira de lado no segundo. Mas nem sempre as respostas são pretas ou brancas. O mais comum é respondermos sim para umas e não para outras…E aí, o que devemos fazer? Depende…

Ou seja, não acredito que essa seja uma decisão fácil, especialmente para as mães de filhos menores. Com essas perguntas acho que quis mesmo é propor uma reflexão. Mostrar que vale mesmo a pena parar e pensar. Não agir apenas porque “é bacana trabalhar fora” ou porque “meus filhos ficarão muito mal sem mim”.  A decisão de trabalhar ou não trabalhar fora, se não for algo compulsório para um lado ou outro, merece nossa total atenção. Afinal, de um jeito ou de outro ela mexe conosco e com toda a família.

Também é importante considerar que essa decisão pode ser temporária e refazer esses questionamentos de tempos em tempos pode ser bem proveitoso. Afinal, o que era bom um dia pode não ser mais . Depende, certo?

Tem bebê na sala de cinema

[Maggi Krause]

Um grupo de recém-mães paulistas deu origem ao CineMaterna. A iniciativa partiu da cinéfila Irene Nagashima, que sentia muita falta de ir ao cinema após o nascimento de seu primeiro filho e organizou a primeira sessão de cinema em fevereiro de 2008, com a presença de mais de 10 mães e seus bebês entre 20 dias e 4 meses.

O sucesso foi tanto que a atividade virou semanal no Cine Bristol, na Paulista. Além de atualmente ter o apoio de vários cinemas da cidade, como o Espaço Unibanco e o Cinemark Market Place, o CineMaterna virou ONG em agosto (A associação CineMaterna tem como finalidades principais o resgate social da puérpera através da cultura, incentivar a troca de experiências entre mulheres sobre as diversas questões da maternidade, sempre com o intuito de difundir a cultura e a promoção da segurança alimentar e nutricional). Após as sessões de filmes para público adulto, recomendadas para bebês de até 18 meses, rola um bate-papo entre as participantes sobre as dores e delícias da maternidade!

O CineMaterna, que no início tinha um blog onde as mamães escolhiam os filmes que seriam exibidos na próxima sessão, agora tem site próprio. Lá você pode conferir a programação das sessões, que geralmente acontecem às terças e quintas-feiras, às 14h, e também aos sábados. www.cinematerna.com.br

Tempo de mudança: depressão

[Maggi Krause]

Se você tem um trabalho fixo e um companheiro, já tem menos chances de ser vítima da depressão pós-parto, segundo o psiquiatra Antônio Hélio Guerra.”Mães solteiras e desempregas estão mais propensas a ter uma depressão pós-parto do que aquelas que passam a gestação ao lado do marido e com a segurança de um emprego”, exemplifica o profissional.

Confira na tabela os três tipos de depressão pós-parto

TIPO

DURAÇÃO

SINTOMAS

TRATAMENTO

Tristeza Materna (ouBaby Blues), atinge 70 a 85% das mulheres

Após o parto, de algumas horas até duas semanas

Instabilidades de humor constantes, impaciência, irritação, ansiedade, sensação de solidão e agonia

Não exige

Depressão pós-parto, atinge 10% a 15% das mulheres

Meses

Mais intensos do que a tristeza materna, mulher depressiva com pensamentos negativos, irritabilidade aguda, sonolência, agressividade, ansiedade.

Cuidados médicos, tratamentos com remédios e terapias.

Depressão Psicótica, atinge uma em cada 5000 mães

Não determinada, a mulher fica fora do estado normal de lucidez e pode cometer suicídio ou infanticídio.

Delícios e alucinações, raiva, insônia e comportamento agressivo

Internação hospitalar e acompanhamento de especialista

* informações com base em matéria de Andréia Meneguete para o site Guia da Semana.

Dividir é ter tudo!

[Maggi Krause]

O livro Halving It All: How Equally Shared Parenting Works, de Francine M. Deutsch (Cambridge: Harvard University Press, 1999), uma psicóloga acadêmica, explora a tendência de dividir a paternidade relatando a experiência de vários casais que trabalham. Deutsch analisa que a divisão igualitária não só é possível, mas é a uma realidade cada vez mais freqüente.

No livro, a psicóloga entrevista casais que trabalham e conseguem fazer funcionar a ESP (equally shared parenting) e outros que não seguem essa linha (divisão desbalanceada). Ela introduz a noção de “bons pais” em substituição à “boa mãe” ou “bom pai”. Ela dá dicas concretas de como o casal pode seguir arranjos mais igualitários em casa.

“A divisão igualitária existe sem mágica”, comenta Deutsch. “Maridos e mulheres se tornam parceiros juntos, lutando, negociando e construindo ao longo da experiência. A novidade é que a divisão igualitária, mesmo não comum, não é privilégio de uma elite especial. Evitando as agruras de um lar construído em volta da supermulher ou da ex-supermulher, os parceiros na divisão igualitária são pessoas ordinárias inventando e reinventando soluções para os dilemas da vida da família moderna.”

Parece leitura obrigatória para uma equilibrista, não acham? Já encomendamos nossa cópia para a biblioteca das parceiras desse site!