Férias em quatro tempos

[Maggi Krause]

Me parece contraditório falar de férias neste período em que as crianças estão de férias e eu não (ainda). Tudo se complica quando você trabalha em casa… elas solicitam você o tempo todo ou resolvem se rebelar porque não querem ir para a casa dos avós e lá se vingam passando grande parte do dia em frente à TV. Resultado: fora alguns bons momentos como levar os meninos à piscina ou ao parquinho, ou receber as primas para brincar em casa, muitos outros acabam em estresse – seja por conta do game, do desenho, daquele brinquedo complicado de montar ou que só pode ser usado na varanda (e está ventando por lá…).  Enquanto você está com eles, não esquece que ainda têm trabalho para entregar. E a produção acaba se transferindo para a noite. Não tem jeito, férias mesmo, só se liberando e fugindo de São Paulo. Amanhã vamos pegar a estrada e, pelo menos, passar o feriado em família.

Fui privilegiada este ano que passou por ter mudado de rumo (vim trabalhar em casa). A falta de holerite me rendeu um janeiro passado em parte na fazenda com os meninos e meus sogros e parte na praia lá no Sul com eles e meus pais (isso vai se repetir agora em 2009). Passar dias e dias de férias com as crianças com certeza é uma delícia, estreita bastante os laços (e cansa bem fisicamente, já que os meus tinham 3 e 5 anos). Janeiro de 2008 também ostentou uma semana memorável da família toda (meu marido, eu e os meninos) em Bombinhas, litoral de Santa Catarina. Como estes momentos são raros, ficam pra sempre na memória!

Mas as férias imbatíveis do ano – meus filhos que me desculpem – foram a dois apenas. Comemoramos nossos 11 anos de casados no norte da Itália e na Provence (foto). Foram quase 20 dias entre maio e junho de pura curtição. Como é bom viajar, conhecer novos lugares (lindos e históricos), e como é bom poder conversar, namorar, caminhar, fotografar… fazer tudo a dois. Como fomos um casal por muito tempo antes de ter filhos, essa saudade do só nós é muito real! E como não somos agarrados, também não sofremos demais por deixar os meninos aos cuidados dos avós (eles ficaram muito, muito bem). 

Bom, 2009 promete mais férias – com as crianças – e essa é a maior vantagem de se trabalhar em casa: poder aproveitar para tirar algumas folgas junto com eles. No final de janeiro, retomo o equilibrismo e em fevereiro já estaremos atualizando o site. Se o seu início de ano estiver mais tranqüilo, não deixe de ler os textos anteriores. Abordamos 16 temas desde abril de 2008! Veja qual combina mais com você e boa leitura.*

Feliz 2009!

*obs, o antigo site Vida de Equilibrista tinha organização por temas. Agora, neste prático blog, vc pode procurar pelas categorias ou pelas tags, de acordo com seu interesse.

A equação das férias

[Renata Lima]

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 0, começaram as férias do trabalho! Viva! O horário comercial agora será todo meu e da minha filha de 1 ano e meio! Vamos terminar as compras de Natal, passear na praça e brincar um monte nesses 15 dias!

Epa! Surgiu uma dúvida: mas e a babá? Será que esse não é um bom momento para dar férias para ela? Por que não aproveitar que eu estarei sem trabalhar para deixar a babá recarregar as baterias para o ano novo que, além da Luísa, terá um novo baby? (meu segundo filho nasce em maio!)

Minhas amigas equilibristas de longa data me olharam com aquela cara de “você está louca? Vai ficar sem ninguém pra te ajudar? Durante as suas férias???”

Até parei pra pensar. É engraçado mesmo. A babá vai descansar enquanto eu vou trabalhar… Pensando bem, serão férias para quem, “cara pálida”? Como será que eu vou recomeçar o trabalho depois dessas duas semanas intensivas com a Luísa? Como eu vou recarregar as minhas baterias?

Meu marido e eu conversamos muito sobre isso antes de decidir. Quando ficamos sem babá nos finais de semana, sobram atividades para os dois! Será que a gente iria agüentar duas semanas nesse pique?

Bom, temos um esquema que tem funcionado bem: ele acorda cedo, com a Luísa, entre 7 e 7 e meia. Troca a fralda e dá o café da manhã pra ela. Entre 8 e meia e 9 horas, eu acordo e assumo a pequena. Ele volta a dormir um pouco mais ou se anima para dar uma corrida.

A alimentação é por minha conta: almoço, lanche e jantar. Ele fica com o passeio de bicicleta. O banho é meu e a mamadeira da noite é dele. Fora isso, nos revezamos nas brincadeiras e na administração das manhas da Luísa ao longo do dia. Se o nosso almoço não demora muito pra sair, ganhamos um bônus: dar aquela “dormida” enquanto a Luísa cochila à tarde! Maravilhoso!…

Como passaremos uns dias na casa dos meus pais, no interior, é capaz de surgir aquela ajuda inesperada e ultra bem-vinda. Se tivermos sorte, dá pra rolar até um cinema!

Enfim, decidimos que vamos encarar o desafio. Durante 15 dias, vamos deixar de lado um pratinho chamado trabalho e nos dedicar ao pratinho querido chamado Luísa. Se vamos descansar? Talvez sim, talvez não. Mas tenho certeza de que vamos curtir muito esse tempo com ela: vamos fazer comidas deliciosas nas suas panelinhas, vamos nadar e brincar juntos e vamos ter muitas histórias pra contar das nossas férias nessa família de equilibristas!

Renata Pereira Lima é administradora de empresas com mestrado em antropologia e mãe de Luísa, 1 ano.

Redação: minhas férias

[Ana Dini]

“Se lembra da fogueira, se lembra dos balões, se lembra dos luares dos sertões…” Chico Buarque

Férias de infância. Há melhor coisa de que se recordar?

Na minha casa, as férias eram tão esperadas, que começávamos a planejá-las uns dois meses antes. Tendo pai e mãe professores, eu e meus irmãos sempre gozamos do privilégio de tê-los em tempo integral nos meses de dezembro, janeiro (naquela época, um pedacinho de fevereiro) e depois em julho.

Vendo hoje, de fora, parece tanto tempo. De qualquer modo, na época não parecia ser tanto assim. Meus pais tinham uma sobrecarga de trabalho anual que não era brincadeira, por trabalharem em escola e dentro de sala de aula, nunca podiam abrir exceção e chegar um pouco mais tarde ou sair um pouco mais cedo. Usavam o seu horário de almoço para irem de um colégio ao outro e nos finais de semana eram as provas, redações para corrigir e preparar. Assim sendo, as férias eram merecidas e a nossa grande alegria.

Lembro-me como hoje de todos os detalhes desses meses tão cheios de prazer. No primeiro dia de férias meu pai ia para o seu escritório, abria os armários e começava a tirar de lá papéis e papéis que não usaria mais, tinha todo um ritual para rasgá-los, antes de jogar no lixo. Ficava impressionada de ver a sua força por conseguir rasgar tantos papéis de uma só vez. Mais tarde descobri que ele tinha um truque, e hoje, até eu consigo.

À noite comíamos uma pizza para comemorar a chegada das férias e então tudo começava de fato. Como os nossos parentes são mineiros, nunca deixávamos de ir para Minas e passar alguns dias lá, na companhia de tios e primos, coisa que durante o ano nos privávamos. Isso era gostoso, mas nada comparado a nossa ida anual à Boracéia.

Hoje todo mundo já ouviu falar em Boracéia, praia do litoral Norte de São Paulo, mas há 30 anos ela não tinha a infra-estrutura e nem a quantidade de gente que tem hoje. Ela era uma praia semi-deserta.

Como não havia supermercado por perto e nenhum tipo de comércio, éramos obrigados a levar tudo de São Paulo. Ficávamos em uma colônia de férias dos irmãos Maristas, íamos com um grupo grande de amigos (umas 50 pessoas), levávamos duas ou três ajudantes que cuidavam da cozinha e da limpeza e era como se estivéssemos em um Resort (com um pouco menos de conforto, é claro).

O lugar era grande, amplo, com duas casas enormes cheias de quartos, um refeitório e uma capela, tudo  rodeado por uma graminha bem cuidada, a grama acabava com a areia da praia e essa por sua vez, era de uma imensidão… Não se via casas, barraquinha de sorveteiro, quiosquinhos, nada, era só a praia e nós.

Dizendo assim parece um pouco solitário, mas não. O grupo que nos acompanhava, era bem animado, todas as noites fazíamos festas, uma mais divertida que a outra. Dormíamos um pouco mais tarde que de costume, mas acordávamos cedo o suficiente para aproveitarmos o melhor horário do sol. Na época não existia protetor solar como hoje, e eu era obrigada a passar em meu rosto uma pasta horrorosa branca. Essa era única parte ruim.

A praia, o mar era tudo tão limpo que víamos peixinhos nadando e também, em determinados dias, tínhamos que entrar no mar de tênis (a minha mãe, inclusive, levava um tênis especialmente para entrarmos no mar) porque tinha siri, que beliscava o nosso pé.

Em Boracéia, eu e meus irmãos ficávamos à vontade, podíamos ficar descalços, brincar de esmalte, sem nos preocupar em estragar os móveis. Só à noite, depois do banho, minha mãe nos besuntava de Repelex e nos vestia calça jeans, para que não fôssemos comidas pelos borrachudos.

Lembro-me de tudo: do cheiro, dos barulhos, do que sentia ao estar tão junto dos meus pais, mas com tanta liberdade. Essas lembranças todas, tão boas e felizes me comprometem por inteiro, quando penso no que farei nas minhas férias hoje, com a minha família.

Boas férias a todos e até o próximo ano!

Ana Dini é educadora, especialista em Educação Infantil. Ministra o workshop “Como falar para o seu filho ouvir”. anapdini@hotmail.com

Sonho realizado

[Flávia Pinho]

Diz o ditado que família unida deve permanecer unida. Comer unida. Dormir unida. Viajar unida. Entrar de férias unida. E, cá entre nós, eu sempre pensei assim. Sou do tipo que gosta dos pintos sempre embaixo das asas. Pois imagine o susto de todo mundo quando anunciei que sairia de férias sem marido, levando apenas a filha mais velha.

Maria estava prestes a completar 5 anos, sonhava em visitar as princesas na Disney e eu achei que ela merecia ter um momento só seu.

Um sonho particular realizado, que não fosse dividido com a irmãzinha, como sempre acontece. Tomada a decisão, seguiram-se seis meses de dores e delícias dos preparativos para a viagem. Foi o roteiro mais fácil que já programei até hoje, pela simples razão de que ele nasceu exclusivamente em função da minha filha. Nos cerquei de todas as facilidades possíveis – hospedagem dentro do complexo Disney e transporte interno gratuito – para não ter surpresas. Compras? Nem pensar, criança não suporta. Provavelmente sou a única brasileira que foi a Orlando e não comprou um só par de meias.

Maria vibrava com cada etapa, do passaporte (que ela assinou de próprio punho) à arrumação das malas. Não, não foi nada fácil deixar Inês fora dessa. Explicar que, dessa vez, ela não iria com a mamãe e a irmã. Achei melhor ser sincera, alegar que não tinha idade suficiente (não tinha 3 anos completos), o que aparentemente colou. Mas não foi mole. Coração de mãe é um negócio esquisito, e só quem tem mais de um filho vai entender do que estou falando. Na hora do embarque, então… “Mamãe, posso ir só um pouquinho com você?”, ela perguntou, com aquela voz talhada especialmente para furar meu coração. “Não, filhinha, não dessa vez.” E lá fomos nós duas, felizes da vida, com uma semana de diversão à nossa frente.

Foram dias incríveis. Acordamos, comemos e dormimos juntas, convivemos 24 horas diárias, visitamos as princesas dezenas de vezes. Uma vez por dia ligava para Inês, e a partir do terceiro telefonema ela já alegava estar “ocupada demais” para falar comigo. Tirou de letra, segundo o pai, não sofreu como eu imaginava. Em compensação, os laços com Maria se estreitaram como nunca. Até hoje, alguns meses depois, gostamos de conversar sobre a viagem e brincar com as lembranças que são só nossas. Foi uma experiência e tanto. Eu recomendo.

A carioca Flávia Pinho é jornalista, editora de gastronomia da revista Época São Paulo, mãe de Maria e Inês.

 

Uma semana para não esquecer

[Joåo Vítor Lourenço]

Podia ser apenas uma semana a mais na vida da minha filha e na minha. Podia ser apenas uma semana para acordar mais tarde, aproveitar a indolência das férias e ver os dias passarem. Mas não foi!

Tomei coragem e disse pra minha mulher: acho que vou passar uns 8 dias com a Marcela no Rio de Janeiro. Mesmo deixando pra trás os outros filhos com uma pontinha de inveja, na verdade bem mais que uma pontinha, lá fomos nós.

Carla, a minha mulher, gostou da idéia e deu a maior força.

Nessa ocasião, a Marcela tinha 10 anos e nunca havia posto os pés no Rio. E numa idade em que já era uma grande companhia sem ser ainda a adolescente que revira a cabeça com aquele insuportável olhar de tédio.

Resumo da ópera: foi simplesmente o máximo!

Primeiro, porque a Marcela e eu nunca havíamos passado uma semana juntos, grudados um no outro, sem mais ninguém da família ao redor. Segundo, porque redescobri com ela um Rio de que eu já havia me esquecido. Embora já tenha estado dezenas e dezenas de vezes por lá, o bondinho do Pão do Açúcar com a Marcela sobe diferente. O Jardim Botânico tinha árvores que eu nunca havia visto direito e olhos dela me ensinaram a ver. Em terceiro, e mais do que tudo isso, porque nunca o Rio foi tão bonito como com ela caminhando nas ondulações da calçada de Copacabana.

Se eu disser que fiquei morrendo de saudades da Carla e dos outros filhos é pura mentira. Saudadezinha de leve, apenas. Não havia muito espaço em meu coração para muita coisa mais do que a plenitude daqueles momentos com a Marcela.

O que ainda é mais bacana: depois de uma semana, o Rio ficou pra trás, mas não o “Rio” dentro nós dois. Uma conquista definitiva de pai e filha. Olhando pra dentro de mim, é como se eu pudesse cantar: “minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro”.

Recomendo a vocês todos um “Rio” por ano com os filhos.

João Vítor Lourenço é empresário e pai de Marcela, 15 anos.

Passeios rurais e culturais

Seja nas férias ou nos finais de semana, vale a pena levar seus filhos para entrar em contato com a natureza e com os animais. Bichos de fazenda bem-cuidados são as vedetes destes locais, preparados para receber crianças de todas as idades.

BICHOMANIA

www.bichomanianet.com.br

tel. (11) 4242-1116, Caucaia do Alto, Cotia, SP.

Em visita monitorada, as crianças entram em contato com animais da fazenda como porco, vaca, cavalo, ovelha, galinha, coelho e pato. Espécies silvestres também são visitadas no mini-zoo com arara, papaguaio, quati, sagüi, jabuti, macaco prego e outros. É o suficiente para os pequenos se encantarem com a fauna e receberem dezenas de explicações, além de ainda poderem segurar filhotes e alimentar outros animais.

Brincar em um playground com brinquedos de madeira e escorregador de 15 metros, poder andar a cavalo e de charrete e praticar tirolesa completam o passeio. O almoço típico, servido em fogão de lenha, é delicioso.

Aberto aos sábados, domingos e feriados.

Ingresso: R$12,00 (menores de 3 anos e acima de 65 anos não pagam)

Almoço: R$16,00 (crianças até 7 anos – R$ 8,00, e menores 2 anos não pagam)

FAZENDINHA ESTAÇÃO NATUREZA

www.estacaonatureza.com.br

tels. (11) 5034-2728/0937, São Paulo, SP.

tels. (21) 2428 3288 / 3290, Rio de Janeiro, RJ.

Encravado na metrópole, em pleno bairro do Brooklin, um sítio com pomar, horta e diversos animais da fazenda dá às crianças urbanas uma idéias das delícias do mundo rural. Passear de charrete e a cavalo, plantar sementes, alimentar os bichos e acompanhar uma ordenha são algumas das atividades. A preocupação com a educação ambiental norteia a proposta da Fazendinha, que também possui uma vasta sede na cidade do Rio de Janeiro. Agende a visita por telefone.

Aberto aos sábados, domingos e feriados. Ingresso: de 2 a 12 anos, R$ 24,00; adultos, R$19,00; idosos acima de 65 anos não pagam.

PET ZOO

www.petzoo.com.br

tels. (11) 4158-1664 e 4158-4473, Caucaia do Alto, Cotia, SP.

Crianças pequenas se divertem aprendendo a ordenhar uma vaca, visitando o berçário com pintinhos, coelhinhos e outros animais e dando comida para alguns bichos crescidos. O passeio, monitorado, se completa com uma volta a cavalo ou com uma aventura mais radical na tirolesa.

Em julho, abre de terça a domingo, com atividades e oficinas de férias.Ingresso: R$ 18,00 por adulto e R$ 20,00 por criança (de 2 a 12 anos). Menores de 2 anos e maiores de 60 anos não pagam.

TRÊS SUGESTÕES de programas culturais para ocupar e divertir as crianças em julho (SP e RIO).

Lugar de Arte

Em espaço próprio para acolher crianças de 1 a 7 anos, esse ateliê em Alphaville (próximo a São Paulo) oferece uma programação gostosa que junta diversão com aprendizado! Durante uma semana, nos períodos da manhã (09h00 às 12h00) ou tarde (14h00 às 17h00) as crianças experimentam atividades diárias como brincadeiras “antigas”, rodas de música, massinha, desenho em diversos suportes, lanche especial para as férias, contação de histórias e cantos de faz de conta. Há atividades especiais para cada dia da semana: aula de marcenaria, de circo e de culinária são só alguns exemplos. Cada semana custa R$ 170,00 (por período, com lanche e material incluídos). Mais informações no www.lugardearte.com.br ou no tel. (11) 4191-5647.

Gato Mia

www.gatomia.com

tels. (21) 2239-9459 e 8111-9833, Rio de Janeiro, RJ.

Durante as férias, Andrea Bacellar transfere as divertidas oficinas do Gato Mia para o espaço do Tabladinho, com uma sala enorme e palco, além de terraço para brincadeiras. São duas semanas de atividades (de 21 a 25 de julho e de 28 de julho a 1 de agosto). É possível cursar uma semana completa ou escolher apenas as atividades preferidas. Veja alguns exemplos: na Oficina de Artes as crianças aprendem a fabricação de tinta, fazem pintura com areia colorida, lidam com argila, pintura e colagem. Na Hora do Banho do Gato Mia acontece a produção de xampu, condicionador e sabonetes. Culinária, bijuteria, moda e zen são os temas de outros encontros. Informe-se sobre a agenda das oficinas e preços no site http://www.gatomia.com. Quando acabarem as férias, as oficinas – próprias para crianças de 5 a 11 anos – também podem ser encomendadas para animar uma festa de aniversário em casa ou um encontro de família.

Férias na Vila

Em sua 9ª edição, o evento acontece durante a tarde, geralmente de 16h00 às 17h00, nas três unidades da Livraria da Vila (r. Fradique Coutinho, al. Lorena e Casa do Saber), na cidade de São Paulo. As atividades diárias, oferecidas gratuitamente, variam entre contação de histórias de infantis, música, teatrinho, oficinas de artes e até de coreografia. Confira a programação completa, que indica para qual idade é adequada cada atividade, no www.livrariadavila.com.br.

Acampamentos diferentes

Dormir em barracas, praticar arborismo, ioga e meditação ou treinar futebol com especialistas. Confira estas opções.

Acampamento Caeté

www.acampamentocaete.com.br

Um acampamento de verdade, com barracas equipadas com isolante térmico e um monitor por barraca, é montado em Área de Preservação Ambiental (APA) da Mata Atlântica, no município de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. No meio da floresta, nascentes naturais e trilhas sinalizadas e mapeadas revelam grutas, árvores centenárias, rios e cachoeiras.

Os campistas são monitorados por uma equipe de instrutores preparada para, além de garantir sua integridade física, passar noções sobre a fauna e flora locais, ensinar primeiros socorros e técnicas de montanhismo. O arborismo costuma ser um dos pontos altos entre as atividades.

Temporadas: 12 a 15 de julho – 4 dias; 16 a 19 de julho – 4 dias; 12 a 19 de julho – 8 dias; 28 a 1 de agosto – 5 dias

Preço: R$ 440,00 (4 dias), R$ 550,00 (5 dias) e R$ 800,00 (8 dias)

Dica da jornalista carioca Simone Raitzik

 

Acampamento Franciscando

www.franciscando.com.br

Educação ambiental e atividades dirigidas para a saúde do corpo, da mente e do espírito são os diferenciais desse acampamento na Serra da Mantiqueira, a 70 km de São Paulo. Crianças de 6 a 17 anos se divertem praticando artesanato de bambu, tear, pintura, origami e atividades esportivas como arborismo.

Além da alimentação saudável – as quatro refeições diárias não incluem produtos industrializados -, os acampantes aprendem a fazer composto orgânico, plantar verduras, preparar uma salada colorida e vinagre de frutas. Oficinas de iniciação à yoga e meditação também fazem parte do programa.

Temporadas: 13 a 19 de julho e 20 a 26 de julho.

Preço: R$ 770,00

Dica da designer Carla Franco

 

Acampamento Iguanas

www.acampamentoiguanas.com.br

Uma equipe de professores comanda este acampamento, situado a 54 km do centro de São Paulo, na Serra dos Cristais, próximo de Atibaia. Divididas em recreativas, esportivas, artísticas, culturais e ecológicas, as atividades têm objetivo de divertir e educar, além de ressaltar a convivência harmoniosa em grupo.

O contato com a natureza é intenso. Pesca, caiaque e barco a remo, banho de cachoeira, trilhas, passeios a cavalo e um divertido lamacross fazem parte do cardápio de atividades. Indicado para crianças de 5 a 16 anos.

Temporadas: 13 a 19 de julho (7 dias); 13 a 24 de julho (12 dias)

Preço: R$ 598,00 (7 dias) e R$ 868,00 (12 dias)

Dica da pedagoga Ana Dini

 

Milan Junior Camp

www.milanjuniorcamp.com.br

O programa de férias temático de futebol, desenvolvido pelo clube italiano A.C Milan e praticado em todo o mundo, é voltado para meninos e meninas entre 8 e 13 anos. Treinadores das categorias de base do A.C Milan coordenam, pessoalmente, todos os passos e atividades do programa, juntamente com técnicos brasileiros selecionados segundo os critérios do clube.

O módulo de treinamento de 1 semana, em acomodações de alto-padrão, acontece em várias capitais brasileiras. Além dos treinos diários de seis horas, os acampantes têm recreação, arvorismo, festas, entrega de troféus e ainda participam do sorteio de uma viagem para a Itália.

Rio de Janeiro: 13 a 19 de julho

São Paulo: 20 a 26 de julho e 27 de julho a 02 de agosto

Florianópolis: 13 a 19 de julho

Porto Alegre: 20 a 26 de julho

Preço: R$ 1950,00

Dica das equilibristas

Dores e delícias das férias escolares

[Cecília Troiano]

Todos os anos é a mesma coisa. As férias escolares vão se aproximando e parece que nós e nossos filhos começamos uma contagem regressiva. Eles, claro, estão cansados de provas, lições de casa, de acordar cedo… E nós, cansadas de fazer a “choferagem”, as cobranças de lições, estudar junto para a prova etc.

Mas aí as férias chegam e nem sempre conseguimos tirar férias com eles. É o inicio de um problemão. Filhos em casa e nós trabalhando fora. Nem sempre eles têm amigos para brincar a toda hora e nós ficamos tentando inventar programas para entretê-los. Tentamos organizar uma ida à casa dos amigos, um dia com os avós, um passeio ao planetário com a turma do condomínio… Mas, aquela rotina escolar, que parecia exaustiva no final de junho, começa a fazer falta. Em parte, era bem bom quando tudo estava num esquema, com hora para começar e acabar e atividades organizadas.

Nessas horas de encontrar o que fazer para divertir a garotada, para algumas famílias, os acampamentos são uma boa opção. Os filhos ficam felizes de ir para o campo e brincar com novos amigos. E nós, tranquilas sabendo que eles estão desfrutando as férias. Mas nem sempre é possível e nem sempre nossos filhos sentem-se confortáveis em ir para um lugar desconhecido. Resta a nós sair caçando diversão. Como se não bastasse tudo o que temos para fazer na casa e no trabalho, ganhamos mais essa função nas férias. Leituras de cadernos de lazer, papo entre amigas, buscas na internet, as inúmeras fontes se somam em busca de boas opções de programas. E, como se não bastasse, tentar bolar um jeito de viabilizar o programa, encaixando em nossa agenda de trabalho ou criando estratégias de caronas possíveis.

Que é bom curtir os filhos, disso ninguém duvida. Mas a culpa de não poder curtí-los nas férias como gostaríamos é algo que me perturba durante esses 30 dias! Será que sou só eu que fico assim?

Crianças com energia de sobra

[Maggi Krause]

Mal entrei no elevador e já ouvi um desabafo da mãe que descia para a garagem com as duas filhas. “Ai, férias é duro, né? Ontem elas já estavam falando: só isso de programa, mãe? Preciso inventar coisas novas todo dia”… Ela com cara irritada, as meninas com jeito de entediadas.  E olha que era só o terceiro dia das férias! Instintivamente, perguntei se ela trabalhava. A resposta da minha vizinha foi negativa e diante disso tentei confortá-la: “que bom, assim você pode ficar com elas!” Sei lá se surtiu efeito…

Eu já estava atrasada para deixar meus filhos na Semana da Alegria, uma espécie de acampamento de férias organizado pela igreja luterana da qual participo. Já que posso tirar apenas uma semana de férias com eles em julho, tive que buscar alternativas, como muitas outras mães. Eu continuo na correria e eles voltam para casa cansados, mas felizes! Se não fosse boa a programação, a tal semana não teria tanta demanda a ponto de rolar uma fila de espera de mais de 30 crianças. Culpa, eu? Acho que já passei desse estágio.

Vida de autônoma deveria permitir brechas para curtir mais tempo de férias com as crianças. Até era o programado, mas pintou um convite para tocar a apuração e a edição de um guia que precisa ser fechado ainda este mês. E não deu para recusar.

Enquanto isso eles ainda vão aproveitar uma semana na fazenda dos avós e mais uns dias da programação de férias da escola do pequeno. Melhor ocupados e brincando do que entediados em casa! Depois, na última semana de julho, vou com eles e meus pais para bem longe da metrópole. Aí vou ter dedicação integral e diversão, sem aquele ranço de obrigação que notei na conversa da vizinha!