Mulheres falam, ouvem e compram!

Todo mundo diz que mulher fala muito. Nunca comparei nem vi estudos que comparam o número de palavras que disparamos diariamente comparativamente aos homens. Mas uma coisa é certa: as mulheres falam muito sobre marcas. Segundo estudos americanos, quando a mulher gosta de uma marca, 96% delas anima-se a dividir a boa nova com uma outra pessoa. E ao longo de uma semana, elas citam marcas em suas conversas, online ou offline, 92 vezes!

Considerando a indústria de consumo, essa informação é fundamental para a estratégia das marcas. Sabe-se também que a palavra feminina, como indicação de marcas, é bastante confiável. 62% das mulheres acreditam que as dicas de consumo transmitidas por outras mulheres têm credibilidade e 51% delas compra produtos com base nessa recomendação.

Mas quais são as marcas que estão “na ponta da língua” das mulheres ou na “ponta do clique”, no caso online? Infelizmente não tenho essa informação para o Brasil, mas nos USA,  o NBCU (Universal´s Women & Lifestyle Entertainment Networks) constrói mensalmente o Brand Power Index. Esse índice baseia-se em fontes online, como redes sociais e offline.

As 10 marcas mais faladas no mês de agosto foram:

1. Wal-Mart

2. Target

3. Verizon

4. EBay

5. AT&T

6. Coca-Cola

7. Bank of America

8. Ford

9. Amazon.com

10. Pepsi

Olhando para essa lista de marcas que  renderam conversas, consigo ver que há uma combinação de marcas tradicionalmente femininas, como Wal-Mart e Target, mescladas com marcas mais tradicionalmente masculinas, como Bank of America e Ford. Isso é mais um indício de que o mundo caminha muito mais para marcas  “unissex” do que para marcas que possuem feudos tão definidos.  Homens e mulheres poderão, cada vez mais, transitar em múltiplos espaços e em múltiplas marcas.

Quando penso nas equilibristas em particular, acho que esse efeito de boca-a-boca das marcas é ainda melhor. Somos ávidas por dicas que possa tornar nossa vida mais fácil, menos estressante e mais organizada. Acho que desenvolvemos um radar especial para captar as boas dicas.

Fica então o alerta para as empresas: as mulheres

falam, ouvem e compram!

Mulheres Digitais

[Cecília Troiano]

Esta semana tive o prazer de moderar um painel sobre Mulheres Digitais em um evento sobre marketing digital, o ProXXIma, do Grupo MM. Antes do debate, ainda ouvindo as palestras da manhã, me propus a pensar em algumas palavras que eu poderia usar para a abertura do debate. A primeira ideia que me ocorreu foi a atualidade desses dois universos, o digital e o feminino.

Nada mais contemporâneo do que o mundo digital e o mundo feminino.

Integrar estes dois mundos é combinar o que há de mais up to date. A partir dessa premissa, pensei em outras ideias que norteiam esse grande tema. Relato aqui o que expus na abertura do debate.

  1. Estes dois mundos estão mais conectados do que nunca. A mulher equilibrista, como costumo chamá-la desde que escrevi meu livro Vida de Equilibrista, ou mulher gincana, como outros a chamam, ou mulher-elástico: nomes não faltam… Essa mulher precisa hoje, mais do que nunca, do mundo digital para ajudá-la a equilibrar todos os pratinhos que administra em sua vida. Eu me lembro bem como era ser mãe quando minha filha nasceu, há quase 17 anos. A dificuldade que era amamentar e trabalhar, sem ter internet nem celular. Impensável nos dias de hoje, certo? 
  2. Marcas que conseguirem estabelecer uma conexão mais intensa e verdadeira com as mulheres no mundo digital serão as eleitas para acompanharem sua jornada equilibrista. Fiz uma extensa pesquisa para meu livro e uma das perguntas pedia às mulheres que citassem marcas que elas consideravam suas parceiras. Na ponta da lista apareceu a Nestlé, seguida por Natura e Omo. Mas, já nessa época, a Microsoft figurava lado a lado com essas marcas do mundo real. Hoje e cada vez mais, veremos Nestlé ou Johnson’s competindo com Google, Apple, Microsoft, marcas que há alguns anos sequer seriam citadas em um ranking feminino. Estar no mundo digital já é condição para preservar a relevância de uma marca junto às equilibristas.
  3. Outro ponto que me chama a atenção é a semelhança de termos usados pelos especialistas no mundo digital com total aderência ao mundo feminino: viver experiências, criar comunidades, abrir várias janelas, buscar alternativas, descobrir o novo. Sem dúvida, ponto para os homens que foram os geradores do mundo digital. Mas, com certeza, toda essa lógica da internet é inspirada nas mulheres. Ponto para as mulheres.

Por fim, vale lembrar que em 2010 a população de internautas ainda é dividida entre imigrantes e nativos. Mas a maior parte das mulheres já é equilibrista. Em pouco tempo todas as mulheres serão equilibristas digitais nativas.

Vencerá quem estiver mais adaptado a essa nova espécie.